sábado, 29 de dezembro de 2007

like freedom

Diz o Tiago no seu comentário “passa pelo meu blog, parece que foste distinguida” e eu imediatamente a pensar “raios parta as correntes!!”

Não se tratava afinal de corrente, mas apenas do balanço dele. Obrigada Tiago, mas deixa-me então aproveitar para, a propósito de correntes, te recambiar para o meu próprio balanço.


Muitos são os blogs com qualidade que encontramos quando viajamos pela net. Verdade seja dita, também existe com cada um que… ok ok adiante.

Eu também tenho um eleito. O autor não é um grande poeta, nem um escritor de nome, nem alguém conhecido publicamente. É apenas um “Zé” que pode ser um Manel ou um Quim, porque isso não tem importância nenhuma.

A quem aceitar, aconselho a leitura desde o primeiro post, como se de um livro qualquer se tratasse. A escrita vale a pena e o conteúdo ainda mais.

Confesso que ao longo de mais de um ano que o acompanho, por vezes me assaltou a dúvida “hum… é só um blog, será?” Não. Não é só um blog, porque há coisas que só se conseguem sentir e transmitir, quando se vivem.

Espreitem e espero que ganhem tanto como eu ganhei.

Se me fosse exigido eleger um blog, seria esse, por todas as razões e mais uma. No mínimo, seria porque é o blog que mais vezes visito e aquele onde nunca fui capaz de deixar um comentário.


Obrigada ZÉ “PRISAS” AMARAL


Raios parta as correntes! Dificil não é errar, isso todos sabemos fazer com maior ou menor perícia; difícil é ter consciência do erro e suas consequências e transformá-lo em aprendizagem porque a isso se chama viver!




Desejo-vos um excelente 2008


terça-feira, 11 de dezembro de 2007

like a Christmas night

Claro que não vais ler esta carta (que neste caso é um post porque os tempos evoluem e isso de carta já não se usa. Modernices!) porque o pai e a mãe já deixaram de ler cartas faz séculos, já que nós agora dizemos logo de caras o que queremos e evitamos essas macaquices todas de nos armarmos em ingénuos a pedir-lhes que a ponham no correio, enquanto eles faziam uma ginástica danada para nos explicarem que aqueles embrulhos todos foste tu que lhes pediste para guardar, que já não tinhas espaço aí e outras aldrabices do género.


Também não vou desatar a lastimar-me que quando era pequena te pedi aquela boneca que tu não deste e bla bla bla, porque eu nunca pedi bonecas, gostava mesmo era de pistas de carrinhos, de bolas, de patins, de barcos de borracha e de livros. Claro que tu muito benemérito e com essa tua mania de meninos e meninas além dessas coisas também me davas sempre umas quantas bonequinhas que só serviam para eu por em fila e dar aula (pois é, a minha pancada começou cedo), mais uns conjuntinhos de pratinhos (deve ser por isso que gosto tanto de comer, mas me ficou o trauma de ter que o confeccionar), um ferro de engomar (ouve lá mas isso era alguma paranóia de fazeres de mim dona de lar? Nunca ouviste falar em lavandarias?!) e aquelas fitinhas e lacinhos todos com que a mãe me ornamentava a cabeça até eu parecer um embrulho.


Está bem, uma vez, já era crescidita, pedi-te um iate e tu não deste, mas está desculpada a tua forretice e eu até nem sou rancorosa. Claro que ainda hoje me está essa atravessada. Era só um iate! Ao meu irmão deste-lhe o carrinho telecomandado que ele pediu, porque diabo não me podias ter dado o iate a mim?!

Adiante.


Como passei anos a pedir-te uma lista de coisas e tu sempre me deste tudo ou quase tudo. Como todas essas prendas que eu pedi e tu sempre deste, contribuíram para que eu tenha sido uma criança a quem não faltou quase nada. Como todos esses presentes fizeram de mim uma jovem feliz. Eu parto do princípio que não é agora, ao fim destes anos todos, que me vais negar um pedido. Portanto oh Pai Natal vê lá se me trazes aquela única prenda que tu sabes que eu gostava muito de ter. Não precisas embrulhar. Nem é necessário laçarote. Nem um cartão com o meu nome porque se a trouxeres, saberei logo que é a minha.


Deixo a portita da lareira aberta (espero que tenhas feito uma daquelas dietas que as minhas amigas fazem na época de verão para caberem nos biquínis, senão não passas ali), deixava-te a janela aberta mas receio que a maluca da gata se atire outra vez do 6º andar, mas há um a chave na casa daquele vizinho (olha, tu fecha bem a porta ao sair que eu quando acordar ainda quero ter pc, tv, mobília e essas cangalhadas). Ahhh e limpa os pés sff, que não tenciono passar o dia a limpar a casa, mesmo que te armes em benemérito e me ofereças aspiradores, vassouras e essas prendas que tens a mania que todas as mulheres adoram.


Só mais uma coisa… não venhas no comboio da linha, que ainda te assaltam e lá se vai a única prenda que te peço, nem venhas pela 2ª circular se for dia de cimeira, nem pela IC19 que as obras nunca mais acabam, cuidado com os aviões que volta não volta são cancelados e já agora, não precisas trazer a tenda que não me importo de te dar guarida, nem os camelos que já cá há muitos.



terça-feira, 27 de novembro de 2007

Like a desire to live

“Há muitos, muitos séculos atrás, vivia no cume da montanha um animal chamado Zilpe. Tinha tudo que precisava: água, comida, uma soberba paisagem envolvente e uma casa enorme, belissimamente decorada.

Zilpe passava os dias sem nada fazer. Tudo surgia nas suas mãos como um passo de magia que o entediava.

...

Há muitos, muitos séculos atrás, vivia no vale da montanha um animalzito chamado Alipe. Não tinha uma perna, faltava-lhe uma mão, vivia numa toca.

Alipe passava os dias admirando enfeitiçado, a queda-livre das folhas secas com que se alimentava, enquanto ouvia atento a melodia da água corrente do rio.

...

Vilpe vivia melancólicamente, entre o cume e o vale da montanha, invejando o mágico tédio de Zilpe e cobiçando o feitiço de Alipe.

...

Nilpe apenas queria ser um deles! Não importa qual! Um qualquer! Desde que pudesse viver! No cume, no vale, ou entre o cume e o vale da montanha...”


E eu... só queria saber explicar-te...



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Like another day

Ainda alguém me há-de explicar onde está a piada do vulgar conceito de dona de casa.


Começar um Domingo de manhã cedo a meter roupa na máquina com detergente da loiça e ver espuma por todo o lado. Claro que não sou louca, só me enganei na pastilha. Acontece a qualquer um, afinal aquilo são horas de estar a dormir e não a meter roupa na máquina!


Depois ligar o aspirador que encalha em tudo que é móvel. Vá lá que os móveis não são muitos. Na verdade nem podiam ser nesta casinha de bonecas...


Lavar o chão e ao mesmo tempo tentar que as gatas não façam patinagem artistica. Lixar as mãos todas a limpar o pó, o WC, a cozinha... para, quase no fim, a gata saltar sobre a bancada e pimba! Lá vai 1 caneca parar ao chão! Apanhar os cacos, aspirar de novo e voltar a lavar. Finalmente, quando se pensa que é só despejar o balde e já só falta limpar os vidros, eis que se tropeça e era 1 vez o balde entornado no meio do WC! Mas onde é que está a piada?? Que se lixem os vidros! Afinal, até disseram que vai chover...


Pois... chuva! Tinham toda a razão! Como se não bastasse ser 2ª feira, uma 2ª feira após um Domingo de “dona de casa”, ainda por cima chove! Chuva significa a rotunda inundada, porque é claro, ninguém se lembrou de se ser “dono de sarjeta” no Domingo. Sarjeta entupida significa trânsito acumulado, alta confusão, buzinadelas, contactos físicos de veiculos, mais trânsito entupido, uma valente perda de tempo e uma vontade imensa de voltar para o quente da minha caminha.


Há lá coisa pior que uma 2ª feira de chuva a seguir a um Domingo de “dona de casa”?! Há! Claro que há! Sem dúvida que há! Um raio de um auto-stop ao final do dia e revirar o carro todo à procura da #%/%&&/ do documento!!!


OK... amanhã é outro dia e eu voltei ao confortável quentinho, do meu limpo e arrumado lar :)


sábado, 3 de novembro de 2007

Like our own smile

Há dias assim, em que o medo bate à porta, o pânico se instala, a dor é tão funda... tão profunda!

A raiva é tão forte, o ódio tão intenso, a mágoa tão imensa. E a revolta! As ideias confundem-se, os pensamentos baralham-se, os sentimentos afogam-se!

Há dias assim, em que o mundo parece não ter cor, o Sol parece não brilhar e à noite parece trovejar...

Há dias assim, em que se pesca e repesca no fundo do baú, na esperança de encontrar qualquer coisa. Não precisa ser valiosa, nem imponente, nem dourada, basta que seja uma qualquer coisinha...

É nesses dias assim, que me procuro num qualquer espelho... só para me sorrir!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Like a clogging

Que tens feito?

Hum…

Espirro!

Fungo!

Assoo!

Tusso!

E nos intervalos… respiro!

És servido?



quarta-feira, 24 de outubro de 2007

like a special post

Sabes... este mundo às vezes é um bocado esquisito...

Este planeta tem umas coisas que ninguém entende...

Este país não está no seu melhor...

Esta gente tem por vezes umas ideias idiotas...


Há por aí uns speedy men meio apressadinhos, tens de ter cuidado com eles, um dia mais tarde.

Existem uns senhores que às vezes não governam lá muito bem, vais precisar paciência.

Há umas personagens que vão querer ensinar-te uma data de coisas, vais ter de aturá-las.


Mas deixa lá, em compensação não vais ter de passar 24 horas por dia a nadar, às vezes no teu próprio xixi. Nem vais ter de viver nesse espacinho reduzido, só com uma assoalhada. Em vez de seres tu a acompanhá-la para todo o lado, passa ela a querer acompanhar-te a ti. E vais ver, dentro em breve, ela nem vai ter pedalada para tanto. Vais ter montes de atenção. Claro que por uns tempos, também vais ter de gramar aquela malta toda armada em palhacinho a fazer bidu-bidu-bidu acompanhado de estúpidas caretas, mas quando estiveres farta podes fazer uso dos teus pulmões, para os pôr na ordem. Se chatearem muito, finge que dormes que eles calam-se.


Sabes... este mundo não é perfeito. A verdade, verdadinha, verdadeira, é que é completamente louco, mas... tu vais melhorá-lo, vais gostar de o habitar e... podes sempre contar connosco!

:)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Like a Speedy Man

Quando se circula nas estradas é sempre possível observar e aprender qualquer coisa com quem decerto é expert no assunto, senão vejamos:


Eu como não sou expert, tenho de me levantar a tempo e horas de seguir calmamente até ao trabalho contando, desde logo, com a eventualidade de perder um minuto a dar passagem num cruzamento ou deixar passar um peão, ou que alguém como eu, tenha de sair de uma garagem sem ficar 30 minutos à espera que uma alminha caridosa o deixe entrar na estrada.


Pois muito bem, eis que a não expert condutora do veiculo deixa que um outro termine a manobra já iniciada, para sair do estacionamento e não é que um Speedy Gonzales, aqui designado por Speedy Man, desata a apitar histericamente como se mais nenhum automovel fosse possuidor de uma aparelhagem ou no minimo, um rádiozeco.


Como se não bastasse, logo adiante um cruzamento engarrafado obriga a parar e eis que a música buzinal do senhor Speedy se faz ouvir de novo, provavelmente para manter todos os automobilistas alegremente animados e libertos de stress.


Entretanto achei de enorme perícia aquela parte em que o tal Speedy Man faz chiar os pneus. Galga o passeio, passa os dois carros. Entra no cruzamento, fisgando uma tangente ao pobre senhor que vinha da direita. Quase rasteira um peão e lá segue na sua perita condução. Espantosas as manobras que eu aprendi naquele momento. Genial o que a gentinha como eu aprende com um expert.


Estranho mesmo foi que uns 20 metros à frente marra (não, não é confusão minha, a palavra correcta é mesmo esta: marra!!) num raio de um poste que, literalmente, se lhe colocou no caminho. Aposto que o idiota do poste estava ali à espreita do sr Speedy Man e se desviou para a rota de colisão, propositadamente. Eu se fosse ao sr Speedy Man processava-o!!!


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Like a friendly space

Era uma vez, um espaço. Remodelado, em transformação, a melhorar.

Era uma vez, uns senhores. Homónimos entre si, simpáticos, afáveis, cortezes.

Era uma vez, umas empregadas. Agradáveis, delicadas, amáveis.

Era uma vez...














AFAP(Av. Gago Coutinho 129, junto à rotunda do relógio), é o local que deve visitar. Espreite o lindo jardim. Delicie-se com os manjares preparados por um bom cozinheiro (de 2ª a Sáb das 12 às 22). Agora que o Inverno chega, aproveite uma leitura junto à lareira. Tente a sua sorte num joguinho. Termine a noite com uma bebida e dois dedos de conversa (no bar de 2ª a Sáb das 12 às 24). Tudo isto no espaço que Fernando(s) Fonseca exploram desde o dia 1 de Outubro.


Tem ainda à sua disposição um “private space” para um jantar de amigos e uma “tenda” para festas. Brevemente poderá jantar ao som de fado ou assistir no bar a uma musiquinha ao vivo.


Entretanto aprecie os quadros e as miniaturas de aviões, vale a pena.


Eu, que sou muito tendenciosa, o que mais gostei, sem dúvida, foi das pessoas aprazíveis, acolhedoras, sorridentes :)



Like a dream

Não era para ser, mas foi...

Não era para sentir, mas sentiu...

Não era para acontecer, mas aconteceu...

Angústia? Alguma... Receio? Muito... Felicidade? Sempre...

Retroceder? Impossível...

Avançar? Talvez...

Insegurança? Um pouco...


A noite brilhava por entre o escuro. As memórias que não identificava misturavam-se nas recordações sobrantes. Ora se encolhia de medo, ora sorria deliciada. Virava-se, revirava-se, revoltava-se... contorcia-se... alucinada...


Olhou-o. Sem encontrar o seu corpo, viu-o, sentiu-o, ouviu-o, sorriu... sem ansia, sem medos, sem certezas nem interrogações, tranquilizou-se a si mesma num sono prolongado como um beijo demorado. O dele.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Like a happy day

Cenas do dia-a-dia...


...

Quantas páginas tem de ter o trabalho?

Hã?... Bem... Se pelo meio contar a história da sua vida desde pequenino, eu espero que o trabalho tenha no minimo 3 quilos! Mas se for apenas para colocar um conteúdo válido desta cadeira... então... bastará que tenha exactamente o número de páginas que traduzam o seu conhecimento. Está bom assim? :)



...

Por favor... tem o número abaixo deste modelo?

Não, mas experimente esse.

Não vale a pena, é grande.

Não, esse número fica-lhe bom.

Oh menina, desculpe lá, mas... as mamas são minhas ou suas?

Depende

... :X


...

E ainda há quem ache que a vida não é divertida...



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Like a plagiarism

Muito embora todo o respeito que merecem quantos me vão tentando “acorrentar”, eu decidi não entrar em correntes e vou manter. Isto porque, (e espero não melindrar ninguém) entendo que muito na blogosfera se perde com a quantidade de posts de resposta às mesmas.


Por outro lado, eu gosto (e preciso) de escrever quando “me dá na real gana” e sobre o que muito bem me apetece (fica assim justificada a quantidade de disparates inscritos), sem obrigações, sem me preocupar se é lido ou não, se gostam ou deixam de gostar, sem regras que não sejam as que eu própria defini para este blog e que me permito alterar quando quando bem me apraz ou quando durmo para o lado errado.


Devo ainda considerar o facto de não entrar em correntes que se assemelhem a concursos porque quando era miúda (no milénio passado, mas ainda me lembro) era tão batoteira, que acabei por ficar com trauma por mais ninguém querer jogar ao berlinde comigo!


Reconheço contudo, que as correntes têm a enorme vantagem de nos ajudarem de uma forma simpática, na divulgação de bons blogs que conhecemos e outros desconhecem. É reconhecendo este facto, que vos convido a visitar um blog cujo autor, já com uma 3ª edição, não faz mais que divulgar-nos a todos.


O meu enorme reconhecimento pelo teu trabalho

ZECA



quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Like a BIG boy

“Pequena?

Eu?

Nem pensar.

Sou suficientemente grande.

Completo-me a mim mesma na perfeição

Na extensão

Na profundidade

E na altura.

Por acaso tu

És maior do que tu próprio?”

(in “A Formiga” Inger Hagerup)


E a TI que és ENORMEEEEEEEEE... PARABÉNS pelos teus jovens 21 :)



quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Like a happy room

Ao longo da vida vamos passando por momentos inesquecíveis. São aqueles que nos fazem dizer “sou feliz”. Outros não menos inesquecíveis, fazem-nos temer que o céu caia. São aqueles em que as lágrimas nos correm (ou não...) e nos fazem ter vontade de adormecer e só acordar um século depois. Outros, nem bons nem maus, nem assim-assim, nem preto nem branco. São os que nos passam tão ao lado que nem olhamos bem para eles. Todos juntos fazem-nos acreditar que estamos vivos e vale a pena.


Mas eu gosto mesmo é de falar dos primeiros. Nesses se engloba aquela sala repleta de gente, cujo olhar hoje expectante, eu desejo ver transformado em triunfante. E o vosso triunfo será o meu, porque nessa sala que por uns meses será um mundo, está o vosso presente e a determinação do vosso futuro... e estão também os meus momentos de felicidade! Eu sei que nós somos capazes, só preciso que vocês também acreditem nisso.


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

like my reflection...

"Superstição... que palavra estranha esta! Se a gente acredita no bom Deus, isto se chama 'ter fé.' Mas se a gente acredita em astrologia ou na sexta-feira 13, o nome muda para 'superstição!'"

("O Mundo de Sofia", Jostein Gaarder, 1991)


Por via das dúvidas e risco por risco, acredito em mim que já estou mais habituada e assim, nem tenho que me preocupar com fé ou superstição.


sábado, 18 de agosto de 2007

like sex or love?

Questionaram-me “eras capaz de ser infiel?”. Desculpa lá a resposta mas... fiéis e infiéis são os cães, e eu nem cadela sou! “Mas uma amizade colorida...?”. Todas as minhas amizades são coloridas, como já respondi ali uma vez! “Mas não achas que temos os mesmos direitos?” Também já respondi a isso, ali !

Homem e mulher são seres diferentes física e psicologicamente. Estou absolutamente certa disto. É um facto! Mesmo que como seres humanos que são, tenham muitas semelhanças entre si.

Todos nós como seres humanos que somos, queremos amor, ternura e é claro, prazer. Nisso somos absolutamente semelhantes. Difere a forma de o exteriorizar, de o sentir e de o fazer sentir.

Homem não é nem mais e nem menos “cafageste” do que mulher (como dizem os brasileiros). É tão capaz quanto nós, de uma palavra carinhosa, de um gesto ternurento ou de uma lágrima e de muitos sentimentos. É tão capaz quanto nós de sofrer como de ter prazer. Apenas acontece tudo de forma diferente porque no fundo homem e mulher só diferem no cromossoma X e Y, mas essa perninha a mais ou a menos na letra, tem um impacto real sobre todo o seu ser e se a isso adicionarmos a influência cultural, então temos dois seres bem diferenciados.

Ora são precisamente estes factores que vão dar resposta às tais perguntas.

Por natureza nós não somos monogâmicos! E a mulher não o é mais do que o homem. A ele agrada-lhe olhar um bikini reduzido tanto como a ela lhe agrada mostrá-lo. A ela agrada-lhe um corpo atlético, tanto quanto a ele agrada mantê-lo. Ele sonha com a Nicole? Ela sonha com o Tom! A ele excita-o um toque. Ahhh e pensam que a ela não?! Ele flirta numa palavra, num olhar, a miúda à sua frente. E ela não flirta com o corpo inteirinho?!

Ela é casta e pura não joga fora de casa nunca! Hã?? Ah pois! Só quando o marido é um monstro com enormes tentáculos. Ele por acaso também só pula a cerca quando a mulher sofre de dores de cabeça e é fria que nem gelo da sibéria. Ora, tenham santa paciência! Que cada um faça o que muito bem entender sem que para isso tenha de apresentar justificações bizarras, ou colocar rótulos em testa alheia.

Elas só querem colocar a anilha no dedo deles. Um dia descobrem que ser a “outra” é muito melhor porque nem precisam de lhes lavar as meias. Entretanto, fazem tudo para a outra passar a ser “outra”, na volta é porque têm um fetish qualquer por meias. Eles fogem da anilha até ao dia em que descobrem que precisam de uma máquina de lavar. Depois arranjam uma crise de 40 que pode ser de 30 ou 50 e perdem a anilha sem a largar. Bhhhaaaaa.

A mulher quer palavras românticas, jantares à luz da vela. É normal! Seu libido é activado a partir daí a outra parte vem logo de seguida. Ele só quer despi-la. Convenhamos que se só quisesse vesti-la seria mais preocupante.

Homem só pensa em sexo. Ah sim, pois, está bem, mulher nem ousa pensar em tal. Tirem-me deste filme!

Vamos lá acabar com essa treta de passar a vida a discutir quem é melhor que quem. Isto não é nenhuma competição. Para quê falsos moralismos ou ainda mais falsos feminismos, modernismos ou abertismos?! Não somos anjinhos e nem imbecis. Nem eles! Parem lá de se armar aos cucos que quando chega a hora vocês são bastante ternurentos e depois claro que atiram com uns %$&&$#&. Não precisam de se armar em falsos machistas ou falsos arcanjos. Eles não se armam nem em dóceis nem em monstros, são apenas homens! Não são mais modernos, nem mais abertos, nem menos piegas, nem mais e nem menos coisissima nenhuma! É apenas uma questão de cromossomas e sistema social: são homens e foram educados nesta sociedade.

Ela gosta do mundo colorido! Ele gosta do mundo às cores! É saudável que assim seja!


Amor, prazer, ternura são bons quando andam juntos mas não são sinónimos!

Ternura é aquele sentimento forte que existia ontem, existe hoje e pode continuar a existir amanhã.

Prazer é aquele momento no “aqui e agora”.

Amor? É aquela coisa que se sente e não se explica. Junta uma enorme ternura com muitos “aqui e agora” e acaba por nos fazer ter vontade de ir contra-natura e nos torna monogâmicos de acções mesmo que não de pensamentos, pelo menos no muito ou pouco tempo em que dura o estado de enamoramento, capacidade de adaptação social e controlo de impulsos.



E porque hoje me apetece tornar este post ainda mais longo (ou para atenuar o tédio que assola por aqui)...


"Estavam casados fazia um mês. Um casal feito de seres diferentes como todos os outros, num enamoramento permanente onde as discussões eram escusadas.

Ele nunca tinha mexido uma palha. É aquela ternura de gente que ía deixando cair a roupa do quarto até ao WC. Ela odeia conflitos mas não se deixa ficar...

Durante uma semana a roupa foi ficando onde caía. A máquina de lavar entrou em greve. Ir às compras népia. Limpar e arrumar estava fora de questão. Até que finalmente deixou de cozinhar.

“Onde estão aquelas minhas calças...?”

“Lá!! Exactamente onde as largaste! Não se deslocaram nem um milimetro!”

No mesmo dia sentaram-se ambos à mesa, frente aos pratos vazios...

“Está saboroso”

“Hã??? O quê?”

“O almocinho que tão carinhosamente preparaste para nós!”

À noite quando se preparavam para deitar...

“Agora dormes à tarde?”

“Não”

“Ahhh... pensei... como agora a cama nunca está feita...”

“Ando a tentar ensiná-la a fazer-se sózinha mas não aprende, sei lá porquê...”

“Olha lá... tu andas um bocado esquisita... estás a tentar dizer-me alguma coisa?”

“Não! Estou a tentar fazer-te aprender! Mas tu andas um bocado parecido com a cama...”

“hum... já percebi...”

“:) gosto de ti”

E ele dela"



Boas férias a quem está de férias. Bom fim de semana aos outros. Finalmente também vou dar férias ao tédio (que ao trabalho já me tinham obrigado a dar) que eu também sou filha... do meu pai, aquele grande homem, que são normalmente os pais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Like a good planet

Sabe bem regressar ao planeta e constatar que afinal não mudou muito.

Os preços continuam altos, os ordenados baixos, para contrastar.

O sol continua quente demais para mim, que raiva!

A TV continua a dar aqueles estúpidos talk show que nem as minhas gatas gostam de ver. Ou então, ainda mais estúpidas novelas em série.

Os noticiários continuam filmes de terror, sem dúvida que prefiro ler o Francis para me manter actualizada.

O vizinho do lado continua com a horinha sexual dele. Caramba, as paredes da casa devem parecer um passador. O que raio inventa o homem para todos os dias usar o berbequim, minha nossa!

Continuo a ter uma gata voadora. A idiota voltou a cair do 6º andar. Aterrou na varanda do vizinho do 5º, que ainda por cima só vem ao fim de semana. Valeu-lhe a habilidade do outro que pulou as varandas. Com tanta gata no mundo tinha de me sair uma idiota.

A semana passada caiu do cimo do frigorifico e aterrou dentro da taça de gelatina. Pelo menos deu para rir. A gata toda enchavascada de vermelho a patinar na cozinha. A parte de eu ter de limpar aquela &%((&% toda não teve muita piada, mas também não se pode ter tudo.

A IC19 continua aquela coisa que toda a gente sabe e eu contínuo a atrair policicias. Irra!! Tenho de deixar de tomar banho em mel.

Os jogos do Benfica continuam a ser uma... (coisa que não posso dizer e não me apetece escrever outra vez &%/&#, mas ganhou! Claro, estava lá eu!

Os cães continuam a cagar as ruas, os donos a não se importar e os transeuntes a fazer gincana.

Eu continuo a comer e descansar. Estou a ficar parecida com uma baleia ou um barril com pernas.

A minha bicicleta continua por arranjar e um dos portáteis embirra comigo.

O planeta continua na mesma, nada de muito novo e eu continuo a gostar de cá estar :)



sexta-feira, 3 de agosto de 2007

like brain

Se há coisa mesmo engraçada neste mundo, são aqueles bichos de duas patinhas redondas, que agora também existem de quatro. Até de água vejam lá!

É verdade! Eles param junto à casa das pessoas e aceleram, aceleram, aceleram e... não saem de onde estão. Às vezes até fico a pensar “será que aquilo também anda?...”

Ou então param frente a um grupo de miúdas (os miúdos não contam, acho que nem os vêem) e novamente aceleram, aceleram e voltam a acelerar e... nada! Rien de rien! Aquela treta não sai do lugar. Taditos!

Mas eu gosto, claro que gosto. Aqueles bichinhos a acelerar produzem um som divinal, sempre poupo na música cá de casa e enfim, a quem estiver numa esplanadazita sempre impede de ouvir o som monótono do mar. Claro que se os ocupantes do bicho tivessem um ar mais sexy (ou sexuado como dizia a outra) a coisa ficava muito mais interessante mas... também não se pode ter tudo. De certo haverá características que terão e eu não tenho, como por exemplo neurónios. Ah não é isso?!... hum... ok mas deve haver de certeza qualquer coisa interessante que têm e eu não tenho...


terça-feira, 31 de julho de 2007

Porque é tão fácil ser feliz! Basta conseguir acordar!

Os vencedores deveriam sempre distribuir os louros, porque ninguém vence sozinho.

Nas batalhas mais dificeis sempre temos de contar com a feição do vento, com a consistência do piso, com o potencial do inimigo, com as armas disponiveis. E tudo isso nos transcende. Não é valorização unicamente nossa, mas de outrém.

Aos outrém todos que a nós se juntam, devemos também, as nossas vitórias. Não porque sejam melhores que nós ou porque sejamos piores que eles. Não porque devamos ser demasiado modestos. Não porque não tenhamos o nosso próprio valor. Temos! Mas apenas porque sozinhos não somos nada.


Aos meus amigos. Aos meus melhores amigos! Aos meus colegas. Aos meus estupendos colegas! Aos meus alunos. Aos meus fantásticos alunos! Aos conhecidos. Aos que incrivelmente nem me “conhecem” mas...! À minha família. À família mais chatinha do mundo! Ao meu filho. O GRANDE FILHO! Aos homens e mulheres da bata branca. Aos incansáveis homens e mulheres da bata branca que acreditam nos 5% de hipóteses! Afinal 5% são 5%! :)


À cambada de desocupados que por aqui andaram :D

Porque nenhuma vitória é unicamente nossa! Nenhuma!!


A VOCÊS! O... e o... e a... e... e........ :)

Obrigada por torcerem sempre, incondicionalmente e me ajudarem a regressar!



Ao Pedro, obrigada por não me deixares ficar desse lado e me recambiares à vida :)


E agora tenho de descansar... de ficar deitada o tempo todo! Ai que tédio!



domingo, 29 de julho de 2007

Like a champion

Antes de partires deixaste-me dois ficheiros, eu deveria abrir apenas um e publicá-lo.

Não o fiz! Um porque não desejava abri-lo, o outro porque queria que o abrisses tu.

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te. (William Shakespear – 1564-1616)

Aplica-se a ti!

Para que resulte o possível deve ser tentado o impossível. (Hermann Hesse – 1877-1962)

Também se aplica!

Bem vinda miúda!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Like a trip

(Deviantart)

Aquele planeta era engraçado. Nele divertiu-se, amou, sorriu, trabalhou, chorou. Viveu. Nunca imaginara que houvesse um planeta assim, tão louco.

Recordou. Rebobinou. Gravou bem fundo na memória para não correr o risco de esquecer. Cada nome. Cada som. Cada odor.

Como num país de maravilhas o coelhinho chegou a avisá-la “está na hora”. Consultou uma vez mais o horóscopo “prevê-se chuva nos próximos dias, pelo que não deve viajar”. Chuva? Mais chuva? Sorriu. “Estes horóscopos humanos são tão fiáveis quanto as previsões meteorológicas” – pensou. E sorriu de novo “EU é que sei!”

Arrumou no saco as últimas peças: uma cerveja para o caminho, uma garrafa de casal garcia, que pode sempre fazer falta para algum churrasco, uns livros de poemas que não entende, mas espera vir a entender um dia. Não podia esquecer nada que lhe fizesse falta mais tarde. Anotou no bloco as últimas lembranças. Encheu o depósito com a melhor gasolina. Agarrou a bagagem. Olhou o céu, iluminado pelo luar. Marcou o momento, extasiada pela beleza. Imaginou ver dois anjos a acenar-lhe, mas terá sido impressão sua, por certo. Passou a mão, numa última festa ao cachorro. Ligou o motor e arrancou.

Sem pestanejar. Sem olhar para trás. Sorveu o pânico de um só trago. Respirou fundo e abraçou a última onda. Partiu. “vou ali e já venho” – gritou, mesmo sabendo que talvez não voltasse àquele planeta, ou talvez sim, sei lá…


(Beijo a cada um de vós)


quinta-feira, 12 de julho de 2007

Like thoughts

Sempre achei a poesia muito complicada. Coisa de gente erudita, coisa de deuses... ou de loucos... sei lá!

Pega-se um poema. Ouve-se o poema. Lê-se o poema. E cada um o pega à sua maneira, o ouve em sons diferenciados: umas vezes gritados outras silenciados.

O lê como bem entende, ou nem entende, ou finge que entende! E nem o poeta se entende. Às vezes ninguém se entende…


É verdade! Experimentem perguntar a um poeta: onde está o encanto? E ele responder-vos-á qualquer coisa do género:

“O encanto do deserto

não está nas dunas

não está na imensidão

está na esperança

de que a qualquer momento

pode surgir o oásis”

Só um lunático enxerga assim um deserto!


Mas tentem de novo. Vale sempre a pena tentar de novo...

“... e quando o peso da vida, esmaga os sonhos, e quando nos sentimos tão pesados, que até o respousar é cansativo.

... e quando desmontamos as gavetas, na tentativa de as arrumar e no regresso elas já não encaixam.

... e quando ficamos eternamente atrás da porta, com receio do que vamos encontrar do outro lado.

... somos ou não somos, em caso de dúvida achamos que somos”

Eu às vezes tenho dúvidas se sou... seremos?


Apesar de tudo, até eu gostava de escrever poesia. Ideias tenho muitas, falta-me é este engenho:

“Nada mais insupotável

Que a mente povoada de ideias

E não conseguir expressá-las

Apesar disso:

Uma maré ainda que seja vazia

É sempre uma maré”


Rendo-me! Eu nunca serei poeta! Até porque os poetas amam tudo e nada, num sofrimento desmedido de tão cantado.

“Um abraço, um laço

Um acorde no espaço

Sinfonia de um beijo

Um sentir

O desejo um compasso

A paixão uma pauta

Amar é piano

Orquestra, concerto, ovação”

Confessem lá: não é de louco fazer do amor canção?!


Ainda assim, às vezes, sonho ser poeta mas...

“Gostava de um dia ser poeta

Juro!

Por agora tento versejar

Pode ser que lhe apanhe o jeito

E não me venham com a falsa modéstia

A dor sinto-a

A poesia amo-a

Ela é que ainda não me disse o sim”

Ahhhh já disse sim!!! Tu é que andas aí nas nuvens e nem reparaste.


É assim que vejo o poeta. Louco, ébrio, amando cada pedaço da vida, recheando o vazio de cada momento, de cada pensamento que deixa voar pela janela para as páginas de um livro, que outros lêem inebriados, consulados, extasiados enquanto as esfolham. E podem não entender, mas sentem.


“Apenas as pessoas comuns fazem coisas

Extraordinárias

As fora do comum, limitam-se a sê-lo”

Eu não tenho a certeza se és fora do comum mas sei que, de certeza, não és comum.

E se o tempo não me faltar, nem a memória me falhar, eu hei-de aprender como tu

“E quando o vazio preenche os meus dias

E quando as palavras ignoram o que sinto

Invariavelmente volto atrás

Procuro o erro, os espaços em branco

Escrevo, apago, escrevo, até ficar preenchido”


Eu e a poesia nunca nos entendemos. Mas... Oh António, isso não é poesia, nem sequer rima, nem tem palavras dificeis, nem estrofes complicadas. Isso são apenas letras que, dum pensamento voaram pela janela, qual sopro de vento e aterraram numa folha de papel.


Obrigada António pela causa que esse teu livro abraça porque...

Há muito tempo que não vinhas cá...

Só devo vir quando estou bem.

Agora estás bem?

Não...

Então porque vieste?

Porque preciso ficar bem.

Vocês adultos são complicados, não são?!

Somos... por isso que vocês crianças existem... para descomplicarem :)

É que há coisas que não deviam ser, mas são…


Deixa a porta encostada que eu quero voltar...


“ poemas de António Paiva” hoje na Fnac Chiado.


(e sim, escusam de perguntar, eu respondo já que me pagam muito bem para eu publicitar! LOL)

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Like noise

Bonito, sim senhor! Ora agora chegam à conclusão que a poluição sonora mata mais gente que a poluição do ar. Por esta é que não esperava.

Lá vai sair mais uma lei. Os restaurantes terão de arranjar espaço próprio destinado àquelas pessoas que fazem mais barulho que sete. Os adeptos nos estádios poderão sussurar F.P. ao árbitro. Discotecas nem pensar. Concertos nem vê-los. Complicados vão ser os comícios em época eleitoral. Aliás acho que também vão ter alguns problemazitos na Assembleia... Finalmente vamos deixar de ouvir as “canas rachadas” nos talk show. Os “meninos” terão de circular nos seus carrinhos com headphones. Não sei como vão resolver o problema daqueles automobilistas que a todo o momento gostam de verificar se as buzinas funcionam. Ahhh e finalmente as galinhas nas reuniões vão piar baixinho!!! Lá se vai é a horinha sexual do meu vizinho que, ou arranja um berbequim silencioso ou deixará de o ligar todos os dias às 20h... raio do homem!

Mas enquanto a lei sai e não sai, aproveitem, abram a janela e pensem , sempre arejam os neurónios e não fazem ruído.


sexta-feira, 29 de junho de 2007

like war

Tomou-lhe conta do corpo sem pedir licença. Usou-o, magoou-o, rasgou-o, marcou-o.

Lutaram numa guerra inglória para ambos. Ela sabendo que será vencida um dia... Ele, nem sei se saberá, que um dia perecerá nas mãos de um qualquer salvador e não mais conseguirá atormentar alguém.

Até lá, vão travando batalhas. Ele tentando crescer. Afirmar-se. Instalar-se. Ela buscando o tempo que permitirá aos outros descobrir. Eliminar. Fazê-lo sucumbir.

Ela admira-lhe a força em vingar. Renascer de novo, uma e outra vez. Agradece-lhe tudo que a ensinou a olhar, vendo. A paz que a ensinou a abraçar, mesmo no meio da luta. O ódio que a ensinou a sentir-lhe, a intervalos de vómitos suportados.

Ele de certo admira-lhe a vida. Inveja-a. Cobiça-a. Anseia furtá-la.

Ele tomou-lhe o corpo sem pedir licença. A ela ficou-lhe a mente, mais forte, poderosa. Invencível.

Por entre batalhas, esvai-se o tempo. Ela cansada, extenuada, não se renderá. Agarra numa mão a nova arma, na outra o punhado de risos que o destroçará. Ele insiste. Persiste. Teima. Ela deixa-se ir, confiante do saber de outrém e da sua própria vontade.

Numa luta inglória, se extinguirão ambos. Abatidos pelo cessar-fogo que o tempo imporá.

O tempo... sempre o tempo. Ainda o tempo. O tempo dele esgotar-se-á. O tempo dela esgota-se...

E eu extasiada, guardo-os no tempo que aguarda…